Um estudo realizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) que será entregue ao Ministério de Minas e Energia na próxima semana revela que a geração e uso da energia solar em residências já é economicamente viável em algumas regiões do Brasil.

O documento indica possíveis medidas de incentivo ao setor, entre elas; isenção de impostos e instrumentos de financiamento. “Mostro áreas que são e não são competitivas (para energia solar)”, disse Maurício Tolmasquim, presidente da EPE.

Sem revelar quais são essas regiões, Tolmasquim explicou que, uma vez que nelas o custo da energia em geral é mais elevado, a geração solar descentralizada acaba compensando.

Esclareceu ainda que para projetos em parque de energia solar seria necessário realizar leilão específico para esta fonte energética, pois uma disputa poderia dar “massa crítica” ao setor, impulsionando seu desenvolvimento. Nesse caso, apenas uma pequena quantidade de energia solar deveria ser contratada, para evitar que os preços ainda elevados tenham impacto sobre as tarifas.

O crescimento do número de projetos de energias sustentáveis deve fazer com que a participação da energia hidrelétrica na matriz energética caia, na próxima década, de 75% para 67%, de acordo com as previsões da EPE, acrescenta o presidente da EPE.

Fonte: Estadão

O presente artigo foi escrito por Clarice Ferraz, Pesquisadora do Grupo de Economia de Energia do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (GEE/UFRJ).
Clarice – que  participou do Curso de Introdução aos Sistemas de Energia Solar Fotovoltaica realizado entre os dias 16 e 17 de Abril de 2012 em São Paulo – possui uma visão muito centrada sobre o mercado de energia solar fotovoltaica no Brasil.
No dia 13 de março, o site bloomberg alardeou o fato de diversos países terem atingido a regra de ouro da “grid parity” para a energia fotovoltaica, e o Brasil é um deles. Isso significa que, em muitos casos, para o consumidor final já vale a pena instalar seus painéis fotovoltaicos, e produzir eletricidade para si próprio, em vez de comprar eletricidade de sua distribuidora. A conexão à rede, entretanto, continua sendo fundamental para atender as demandas de alta potência e cumprir a função de bateria para os sistemas individuais conectados.

Fig.1: Países que atingiram a “grid parity” para o solar fotovoltaico:

Fonte: Bloomberg

Sabe-se que a capacidade instalada de solar fotovoltaica no Brasil é irrisória. O que existe, na maioria das vezes, é sua utilização para o atendimento de sistemas isolados, em particular através do programa federal de universalização do acesso à eletricidade, o Luz para Todos. Com a expansão deste último – de acordo com o censo de 2010, ainda existem no Brasil 728.000 habitações sem acesso à eletricidade – o solar fotovoltaico off-grid tem conhecido um importante crescimento. Apesar desse avanço, e do elevado número de conexões, em termos de acréscimo de capacidade instalada representa muito pouco. Em países onde o solar fotovoltaico conheceu importante desenvolvimento, e cuja indústria se desenvolveu, esse se deu com a integração da eletricidade produzida de maneira distribuída e interligada às redes de distribuição.

Apesar de o Brasil ter feito um esforço para incluir novas energias renováveis em seu processo de diversificação de sua matriz elétrica muito pouco foi feito em com relação à produção de eletricidade de origem fotovoltaica. Programas como o Proinfa, que surgiu para estimular o desenvolvimento de novas energias renováveis, excluíram o solar fotovoltaico, à época considerada muito caro, apesar do país possuir enorme potencial fotovoltaico (Fig.2) – o local com o pior grau de irradiação é 40% superior ao melhor da Alemanha. Além disso, o país possuiu uma das mais importantes reservas mundiais de quartzo (SiO2), do qual se obtém o silício, usado na fabricação da maior parte dos painéis atualmente. A indústria nacional domina sua transformação mas o destina à atividade metalúrgica.

Fig. 2: Potencial de irradiação do território brasileiro

Viana et al., Solar Energy 85, 2011, 586-495

Com tantas vantagens é de se estranhar que a indústria fotovoltaica não tenha se desenvolvido no país. Do lado da cadeia de produção o subdesenvolvimento é flagrante. O país só possuiu uma empresa capaz de fabricar painéis fotovoltaicos. A grande maioria das instalações fotovoltaicas do país é realizada com painéis importados.

Em realidade, não são os aspectos técnicos ou econômicos que freiam a disseminação do solar fotovoltaico conectado à rede no Brasil. A maior barreira ao seu desenvolvimento se encontra nas questões institucionais que permeiam suas atividades, como já experimentado em diversos outros momentos do setor elétrico brasileiro. Como se sabe, um mercado só pode se desenvolver se houver investidores interessados em participar de suas atividades. Isso por sua vez, só pode ocorrer uma vez que o marco regulatório estiver definido.

Em 2010, a Aneel realizou a primeira Audiência Pública para tratar da definição das regras de conexão de geração distribuída ao sistema elétrico interligado. A Agência recebeu 577 contribuições, o que revela que há investidores querendo que o mercado seja viabilizado para poderem atuar. Em 2011, foi realizada nova Audiência Pública para tratar da integração do fotovoltaico, em particular, do sistema de compensação de energia elétrica, no qual a energia ativa gerada pelo consumidor “compense” a energia ativa por ele consumida via distribuidora. Dessa vez, foram 477 contribuições. Dois anos depois, apesar do grande interesse dos atores, e do potencial brasileiro de irradiação e de matéria prima, a Resolução Normativa que definirá as “regras do jogo” para a inserção do solar fotovoltaico na matriz elétrica do país ainda não foi publicada. Por hora, ainda não foi definido o ponto de conexão, o sistema de medição ou como será contabilizada a energia ativa que o consumidor, produtor de eletricidade fotovoltaica, injetará na rede elétrica da distribuidora. Sem essas definições, e sem a definição da repartição desses custos e dividendos, o marco regulatório para o solar fotovoltaico segue indefinido.

Como então explicar a conquista da tão almejada paridade anunciado por bloomberg? Infelizmente, as razões não são propriamente atribuídas às qualidades do setor elétrico brasileiro. Em realidade, é mais fácil apresentar preços competitivos para o suprimento de energia alternativo quando os preços da eletricidade fornecida pela rede para o consumidor final são muito elevados. Como se sabe, o solar fotovoltaico é produzido on site dispensando custos de transporte e distribuição, além dos encargos que incidem sobre todas as atividades da indústria elétrica.

Assim, enquanto aguardamos a definição do marco regulatório para a integração da eletricidade de origem fotovoltaica produzida de forma descentralizada, o potencial brasileiro em solar fotovoltaico permanece uma promessa. Sua competitividade on-grid continuará sendo explicada apenas pelo aspecto negativo da eletricidade para o consumidor final no Brasil: seu alto preço.

Este artigo foi originalmente publicado no blog Infopetro do GEE/UFRJ

Um escritório britânico criou uma tecnologia capaz de produzir energia solar a partir de imitações das plantas.

A Sollar Lilly tem formato de uma vitória-régia de 30 metros de diâmetro e possui placas fotovoltaicas para converter a luz do sol EME energia. Como fica ancorada ao leito do rio pequenos motores internos são responsáveis pelo movimento das placas para melhor aproveitamento do s raios solares.

A tecnologia ainda conta com a possibilidade de se desmontar as placas para transportar para outros locais. Dessa forma, elas podem ser instaladas nos ambientes com as condições mais propícias à produção da energia limpa, o que aumenta o aproveitamento.

O sistema de obtenção da energia a partir do Sol foi pensado para ser uma nova maneira de aproveitar os recursos naturais e dar utilidades aos rios sem agredir o meio ambiente. A tecnologia foi testada no rio Clyde, em Glasgow, na Escócia. O resultado foi tão positivo que despertou o interesse de outros países.

Em 2008, a novidade recebeu um selo de aprovação do International Design Awards e ficou em segundo lugar no concurso internacional Green Dot Awards. Depois disso, órgãos municipais e organizações da Ásia, Brasil, Europa e Coreia manifestaram interesse em utilizar a Solar Lilly.

Fonte: Info Abril

O consumo de energia elétrica aumentou 6,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento foi impulsionado pela baixa tensão, que corresponde ao conjunto agregado das residências e do setor de comércio e serviços, com a maior alta desde dezembro de 2009, o equivalente a 9%.

Dados da mais recente edição da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, revelam que as residências consumiram 8% mais energia, enquanto o segmento comercial 10,6%.

O consumo de Eletricidade das indústrias manteve a mesma dinâmica do primeiro bimestre do ano e apresentou expansão de 2,1% em março.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética, o “efeito calendário” e as condições climáticas favoreceram o desempenho, mas o impulso do consumo, particularmente no comércio, refletiu também o ritmo da atividade setorial.

O órgão destacou que a forte expansão da demanda na classe comercial foi observada em todas as regiões do País, com destaque para o Sudeste. Nesta região as indústrias mantiveram um crescimento relativamente baixo mas registraram a maior alta do ano, de 0,8%.

Já o Centro-Oeste liderou o aumento industrial, com expansão de 15,8% em março, reflexo da incorporação de novas cargas, ligadas à expansão da produção de ferro-níquel.

No mercado livre, a expansão do consumo no País em março foi de 6,6%, para 9,8 mil GWh. Em 12 meses, a alta acumulada neste segmento é de 5,7%, para 114,4 mil GWh.

A GM fabricante de veículos estuda produzir energia solar no Brasil. Embora ainda não tenha se pronunciado sobre o assunto, a nova unidade do grupo, em construção em Joinville (SC) deverá ser a primeira planta de uma montadora no país que vai gerar esse tipo de energia.

Em um recente seminário coordenado pelo Instituto Ideal, organização sem fins lucrativos, o engenheiro sênior de manufatura da GM, Nilson Costa Silva, mostrou os mais recentes interesses da montadora em energias renováveis.

Silva não concedeu entrevista, porém, na conferência “Eletricidade solar abastecendo indústrias”, explicou que a GM está buscando, mundialmente, diversificar a matriz energética.

A companhia já produz energia solar em diversas fábricas do exterior e vê oportunidades para a energia solar em países como Canadá, África do Sul, Estados Unidos, Alemanha, Itália, China, Coreia do Sul e Brasil.

Somando Estados Unidos e Europa, há 30 MW instalados de energia solar, potência que corresponde a uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH).

A garantia da segurança energética e a redução do impacto ambiental são alguns dos motivos que despertaram o interesse da empresa pelas renováveis.

AGM já está construindo uma plante de motores em Joinville, e logo deve dar início também às obras de outra unidade no mesmo terreno, voltada à fabricação de transmissões.