Aos poucos, as energias renováveis vão conquistando mercado e representando uma boa opção para as grandes corporações de reduzir a pegada de carbono e economizar no consumo energético, ao mesmo tempo. Agora, foi a vez da rede de supermercados americana Walmart anunciar a instalação de painéis fotovoltaicos em 27 de suas 50 lojas no estado americano de Massachusetts.

Juntos, os painéis fotovoltaicos produzirão 10,5 megawatts de energia – o suficiente para suprir o consumo energético de 2.600 residências. Na rede de supermercado, porém, a energia solar deve representar de 10% a 15% do consumo total de energia. Embora pareça pouco, a redução significa a economia de US$ 31 milhões de dólares.

A corporação já tinha aderido a tecnologia solar em outros estados norte-americanos. No total, a Walmart possui atualmente a capacidade de produção de 50 megawatts de energia.

Com informações: Eco Desenvolvimento

O Programa Luz para Todos responsável por levar energia elétrica à áreas rurais, está em uma fase mais complexa, que é atender cerca de 30 mil comunidades isoladas, localizadas principalmente no Norte do país. Nestas áreas onde não é possível fazer ligações elétricas convencionais, o Ministério de Minas e Energia está investindo R$ 5,5 milhões em energias alternativas, especialmente a solar.

O sistema de geração solar já funciona no Amazonas, atendendo 222 residências, nos municípios de Novo Airão, Eirunepé, Beruri, Barcelos, Autazes e Maués.

“Hoje estamos com a parte mais difícil do programa, principalmente porque as pessoas estão muito dispersas, especialmente na Região Norte, então é muito difícil atender”, explicou à Agência Brasil o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grüdtner.

Para Grüdtner atender às localidades isoladas com energia solar é financeiramente mais viável do que fazer a ligação por extensão de rede, que exige a instalação de postes e linhas de transmissão em áreas muito afastadas.  “A gente usa o que for mais em conta, não vamos utilizar a opção de energia mais cara. Se busca sempre fazer a forma mais econômica, dentro de um padrão de qualidade”.

O coordenador da campanha Clima e Energia do Greenpeace Brasil, Ricardo Baitelo, acredita que o uso de energias renováveis pode ser uma boa solução para que Luz para Todos atinja suas metas.  “Por mais que o programa já tenha atendido bastante gente, ainda há uma porcentagem da população que não foi atendida. Para isso, achamos que a aplicação de energia solar deve aumentar, assim como outras iniciativas. Em qualquer região do país há potencial de sol, vento, biomassa ou de um pequeno aproveitamento hídrico. As energias renováveis podem dar conta de atender ao final do programa”.

O Luz para Todos também está utilizando cabos subaquáticos para as comunidades de ilhas fluviais e oceânicas, além de postes de fibra que, por flutuar e poderem ser transportados até em canoas, facilitam o deslocamento principalmente na região amazônica.

A meta do Luz para Todos entre 2011 e 2014 é fazer 716 mil ligações, sendo que 39% já tinham sido cumpridos até o fim de março.

Fonte: Exame. com

Um meio de transporte muito comum na Amazônia, a voadeira (canoa de alumínio com motor de popa), ganhou uma versão movida à energia solar ao invés de combustível.

O responsável pela novidade foi o engenheiro florestal Carlos Gabriel Koury, 34.  

Koury explica que o uso contínuo do barco trará economia de custos operacionais. E que a ideia surgiu de sua experiência de nove anos de pesquisas na região. Nos deslocamentos, assim como os ribeirinhos, o engenheiro sempre precisou armazenar combustível em tonéis para percorrer longas distâncias. Ao descobrir motores elétricos, usados em barcos de pesca esportiva resolveu utilizar a tecnologia com a geração de energia fotovoltaica.

A voadeira de 6,7 metros de comprimento tem seis placas solares sobre o barco que captam a energia solar e a convertem em energia elétrica. Essa energia é armazenada em baterias e direcionada a três motores elétricos.

Através desse sistema a voadeira tem uma autonomia de até 12 horas.

Fonte: Folha de São Paulo

Estamos em um momento em que a preocupação com o meio ambiente cresce e define novos padrões. Diante disso está sendo criado a duas horas do Rio de Janeiro um modelo que pode vir a ser a casa do futuro.

Na “casa verde” a água dos chuveiros e torneiras será reaproveitada para a descarga dos banheiros, o esgoto passará por tratamento nas instalações de cada uma das oito residências do condomínio, na região de Pedro do Rio, distrito de Petrópolis.

As amplas janelas e luzes de led possibilitarão reduzir o consumo de energia elétrica em até 30%. O aquecimento de água é feito com placas solares. Apesar do padrão sofisticado, não há previsão de ar-condicionado. Em vez disso, há um telhado com cobertura vegetal, que reduz em 30% a variação de temperatura em relação ao ambiente externo. A primeira casa está em construção, e os preços começam em 1,1 milhão de reais.

A obra vai seguir regras que já vigoram na Europa e nos Estados Unidos. Nestes países já existem cerca de 200.000 casas com o Selo Breeam (Building Research Establishment Environmental Assessment Method), considerada a mais rigorosa certificação em matéria de exigências ambientais.

O condomínio Movimento Terras foi pensando para ser uma casa de campo de luxo, mas diante da necessidade de vivermos de forma sustentável, este modelo poderá ser futuramente adotado, substituindo o atual e altamente poluente padrão de edificação brasileiro.

Prédios comerciais e residenciais são responsáveis por 40% do consumo anual de energia do mundo, por um terço dos recursos naturais consumidos pela sociedade – incluídos na conta 12% de toda a água potável da terra – e por 40% do lixo sólido. Os recursos são consumidos de forma inadequada na construção e ao longo da vida útil dos imóveis, com o alto consumo de energia para climatização, iluminação e aquecimento de água.

Um exemplo de construção “verde” já existente no Brasil é o conjunto habitacional Rubens Lara, em Cubatão. Nele utiliza-se energia solar e esquadrias metálicas. As medições de gás, energia e água são individuais – o que estimula cada família a controlar melhor seu consumo.

O conjunto foi reconhecido pelo programa Iniciativa de Habitação Social Sustentável (Sushi), que faz parte do programa da ONU para o meio ambiente.

Enquanto ainda são exceções, as construções sustentáveis custam cerca 10% mais caro que as convencionais. Os benefícios vêm depois, com os gastos menores nas contas de consumo e na manutenção.

No Brasil, apenas 1% das construções têm selo de sustentabilidade. Nos EUA e Europa, cerca de 15% do mercado imobiliário já se adequou a essa necessidade. Aproximadamente 500 edificações brasileiras estão na fila para reivindicar o selo Leed, o que demora dois anos para ser expedido.

Há um longo caminho a ser percorrido no Brasil. Enquanto na cidade-sede dos Jogos Olímpicos 2016 ainda vigora uma lei que obriga os novos prédios a terem quarto de empregada, na Europa de forma geral uma habitação reformada ou nova só pode ser erguida ou modificada se tiver padrões mínimos de eficiência, sobretudo energéticos. Caso contrário, a prefeitura não dá autorização para habitar.

Enquanto isso ainda não acontece a preocupação ambiental se mantém no campo das exceções, como as casas do condomínio Movimento Terras.

Conde Caldas, arquiteto que coordenou o empreendimento, explica que, desde o início, a ideia foi construir de forma sustentável, mas tendo o conforto como um diferencial. “Não queríamos construir de forma artesanal. Procuramos os fornecedores e conseguimos envolver os fabricantes no projeto. O objetivo não é fazer uma vez diferente e isso se perder. Queremos desenvolver conhecimento e estabelecer um novo padrão de construção”.

O conforto térmico permitiu eliminar o ar-condicionado. “Se o comprador quiser, pode até instalar, mas não previ isso no projeto, de propósito”, diz Conde Caldas. A água da chuva é captada no telhado para reaproveitamento no jardim, sem tratamento. Já a água “cinza”, ou seja, usada nos chuveiros e torneiras, é reaproveitada na descarga, depois de tratamento.

Cada casa tem uma pequena estação de tratamento de esgoto (ETE). A previsão é de que a economia de água e energia nas unidades do Movimento Terras seja de 30%. Todo o aço usado é reciclado, as madeiras e outros materiais têm comprovação de origem.

O mercado de construção tem itens que permitem, mesmo em uma reforma, reduzir o consumo e o impacto ambiental de uma casa ou apartamento normal. Entre eles, estão as válvulas de descarga com dois níveis de acionamento, lâmpadas de led, painéis de aquecimento solar e janelas com vidros que reduzem o aquecimento causado pela luz solar, sem escurecer tanto o ambiente.

“O diferencial ambiental é um argumento a mais para a venda, mas ainda não é algo que motive isoladamente a compra. Mas o que percebemos é que faltam alguns passos para que a cultura de construções ambientalmente corretas se consolide no Brasil”, avalia Patrícia Judice, que gerencia as vendas do empreendimento.

Fonte: Exame

O barco Turanor Planet Solar acabou de se tornar o primeiro movido à energia solar a dar a volta ao mundo.

A viagem começou em Mônaco, na França, em setembro de 2010. Após percorrer 60 mil quilômetros em 585 dias de navegação, o barco regressou ao mesmo ponto de partida. No total, a embarcação passou por 28 países.

O projeto visa demonstrar a viabilidade de energias limpas no transporte. Segundo Simone Arizzi, diretora de Ciência e Tecnologia da DuPont, fornecedora de material fotovoltaico ao barco, isso prova que a ciência pode ser usada para resolver grandes desafios.

O barco tem 31 metros de largura, 15 de comprimento e coberto por 537 metros quadrados de painéis fotovoltaicos que alimentam o motor elétrico para a captação de energia solar. Seu custo foi de 26 milhões de dólares.

A Planet Solar, fabricante do barco, busca um novo projeto para o navio. Uma das formas é alugá-lo para usos científicos ou comerciais.